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Este artigo é sobre a República Galáctica, também conhecida como "Velha República". Você pode estar procurando a Nova República, que foi formada pela Aliança Rebelde.
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"Devemos manter nossa fé na República. O dia em que pararmos de acreditar na democracia pode ser o dia que perderemos ela."
―Rainha Jamillia[fonte]

A República Galáctica, também chamada Grande República ou vulgarmente designada simplesmente como a República, foi uma união democrática que governava a galáxia por mil anos antes da ascensão do Império Galáctico. Velha República foi um termo afixado à República pré-moderna que existiu até 1.032 ABY, e à República moderna que foi derrotada pelo Império Galáctico em 19 ABY. Além disso, o termo Alta República denotou a era que a República atingiu o ápice de seu poder, de 300 ABY a 82 ABY. A República foi ajudada pelos esforços da Ordem Jedi, que permaneceram como os guardiões da paz e da justiça, que permite à República de ser livre de conflito em grande escala por mais de mil anos. No entanto, trinta e dois anos antes da Batalha de Yavin, a República Galáctica sofreu sua primeira grande crise em milênios durante a Invasão de Naboo, que levou-a para as Guerras Clônicas dez anos depois.

Durante este conflito em toda a galáxia, a República sofreu um rearmamento militar maciço através do apoio de Senadores do Senado Galáctico, que foram conduzidos pelo democraticamente eleito Supremo Chanceler, Sheev Palpatine. Sem o conhecimento de todos exceto de um grupo secreto, Palpatine era, na realidade, o Lorde Negro dos Sith, e tinha projetado a crise para nomear a si mesmo como Imperador Galáctico, efetivamente fazendo isso em 19 ABY. Após os Jedi descobrirem sua verdadeira natureza, Palpatine anunciou a Ordem 66, um protocolo projetado para os soldados clone do recém-formado Grande Exército da República para que os mesmos se voltassem contra seus Generais Jedi, efetivamente dizimando a Ordem Jedi em um instante, tudo enquanto Palpatine anunciava a criação do primeiro Império Galáctico.

História

Nascimento da liberdade

"Por mais de mil gerações, os Cavaleiros Jedi foram os guardiões da paz e da justiça na Velha República. Antes da era das trevas. Antes do Império."
Obi-Wan Kenobi[fonte]

A pré-moderna República Galáctica era chamada de "Velha República".

A República Galáctica original foi formada aproximadamente 25.000 ABY[9] e subiu ao poder expandindo-se pela galáxia,[12] com seus planetas fundadores sendo o planeta Alderaan[17] e Chandrila.[18] Cerca de 20.000 anos antes da Era do Império, a Monarquia Sangrenta dos Thisspiasianos juntou-se à República Galáctica em sua fundação.[19] Existem múltiplas versões da República através dessa extensiva história; historiadores referem-se a esse período pré-moderno como "Velha República",[12] embora o nome oficial do governo fosse República Galáctica.[20] A capital da Velha República estava localizado no mundo urbano de Coruscant, no qual permaneceria por milhares de anos.[21]

Pelo menos 6 mil anos antes do início da Guerra Civil Galáctica, uma facção Jedi desonesta se separou da Ordem Jedi, acreditando que o lado sombrio da Força beneficiaria mais o avanço do poder Jedi. Essa cisma dividiu a Ordem em bases ideológicas, iniciando um evento conhecido como Escuridão dos 100 anos, no  qual resultou na formação dos Sith.[22] Com a formação dos Sith, ele conseguiram construir um Santuário Sith em Coruscant. A facção desonesta foi derrotada e eles foram exilados da Velha República para as regiões desconhecidas.[5]

Após o exílio dos Sith, o Templo Jedi foi construído sobre o Santuário Sith para conter a Energia sombria.[5] Com o Templo em Coruscant, a Ordem Jedi ficou intimamente próxima com a Velha República, servindo como guardiões da paz e da justiça por mais de mil gerações.[23] Sem o conhecimento dos Jedi, os Sith haviam se reagrupado no planeta Moraband.[22]

Milhares de anos antes da Era do Império, a realeza Corelliana investiu em exploração e colonização que ajudaram a expandir as fronteiras da Velha República.[24] As viagens no hiperespaço provariam ser a chave para a expansão da República além dos Mundos do Núcleo.[25]

Um choque de destinos na galáxia

"A história da Ascensão está nestas salas, algumas das peças que remontam à participação de Chiss nas guerras entre a República Galáctica e o Império Sith."
Mitth'raw'nuruodo para Ar'alani[fonte]

Com a Velha República espalhando sua influência pela estrelas, acabou entrando em contato com vários outro poderes, um deles sendo o Império Escravocrata Zygerriano. Devido ao fato que, em algum ponto no passado, a Velha República declarou a escravidão ilegal e esperando que as outras civilizações da galáxia cumprissem, eles tiveram uma posição agressiva contra os Zygerrianos. O Império Zygerriano, que foi construído sobre a escravidão, recusou cumprir, forçando a Velha República e os Jedi a intervir. Depois de se juntarem, A Velha República e a Ordem Jedi mandaram seus exércitos contra o império após a recusa dos Zygerrianos. A Velha República por fim saiu vitoriosa, levando a prática de comércio para o submundo, desmantelando o império e confinando o que restava de seu governo a Zygerria, o planeta natal de sua civilização.[26]

Guerras devastadoras foram travadas entre os Sith e os Jedi na Era da Velha República.

Eventualmente, os Sith retornaram com força total, invadindo a Velha República. Daqui a Ordem Sith batalharia com os Jedi e a Velha República. Isso levaria a uma série de conflitos entre ambos grupos que continuaria por milhares de anos até o colapso final da Velha República.[22] Durante uma das guerras, os Jedi lutaram contra o Império Sith em Malachor, que provou ser uma das batalhas mais devastadoras da história da Ordem.[27]

Em algum momento, a Velha República entrou em contato com o povo Mandaloriano. Essa civilização guerreira iniciou uma série de campanha militares não provocadas contra a Velha República. Mais tarde, depois que uma guerra total estourou, os Jedi intervieram para defender a República.[28] Nesse meio tempo, as força da República e dos Jedi continuaram a travar uma guerra contra a expansão do Império Sith. Durante essas guerras, ambos lados construíram super armas energizadas por cristais kyber capazes de destruição em massa.[29][30]

A República Galáctica também participou das Guerras Sith, uma série de conflitos contra o Império Sith e envolvendo a Ascendência Chiss. A Ascendência encontrou vários alienígenas antes de recuar para suas fronteiras.[20]

Queda da Velha República

"Este sabre de luz é uma relíquia roubada do templo Jedi por meus ancestrais na ocasião histórica da queda da Velha República."
Pre Vizsla, para Obi-Wan Kenobi, a respeito do Sabre negro.[fonte]

As Guerras Mandalorianas trouxeram o início da queda da Velha República.

Com a civilização dos Sith e a cultura guerreria de Mandalore, e com suas crenças de guerra contínua sem consideração para o mandato Jedi de proteger os fracos, a Ordem Jedi continuou a mobilizar seus forças em um esforço de parar a incursão para dentro do espaço da Velha República.[28][22]

O poder do Império Sith cresceu durante a queda da Velha República. Os Sith logo alcançaram a quase dominação em toda a galáxia.[2] Também durante esse tempo, o ancestra da Pre Vizsla da Casa Vizsla,[31] líder do grupo Mandaloriano Olho da Morte, durante as Guerra Clônicas, conseguiu roubar o sabre negro do Templo Jedi.[28]

Em algum momento a galáxia entrou em um estado conhecido como Era das Trevas. Então a Guerra Jedi-Sith começou. No início desse conflito, a capital da Velha República, Coruscant, foi tomada pelos Sith, durante a Batalha de Coruscant. Mais tarde na guerra, os Sith foram forçados a sair do planeta pelos Jedi no decorrer da Libertação de Coruscant.[12]

O fogo da esperança

A Velha República conseguiu recuperar um pouco de sua força depois que suas forças retomaram a capital, permitindo partir para a ofensiva.[12] Os Jedi eram fortes suficiente para finalmente acabar com a antiga guerra contra os Clãs Mandalorianos. A Batalha entre ambos grupo no planeta Mandalore deixou o planeta devastado e sem vida.[32] Durante isso os Sith também foram finalmente derrotados. O exército da Velha República foi capaz de derrotar o restante dos Sith, tomando vantagem das lutas internas da Ordem Sith, que provou ser a ruína dos Sith.[33] Os Sith abandonaram o seu planeta natal tradicional, Moraband, após ter sido marcado por muitas guerras.[34] Nesse ponto restaram muito poucos Sith e eles acabaram se destruindo. Apenas um Lorde Sith sobreviveu; Darth Bane reinventou os Sith criando a Regra de dois. Doravante, seus ranques foram limitados para Mestre Sith e Aprendiz Sith.[33]

A Velha República renasceu como a moderna República Galáctica após milênios de guerra.

Como a Velha República desmoronou como resultado de contínuas guerras, A Ordem Jedi acreditou que saiu vitoriosa de seu conflito com os Sith, do qual eles acreditavam terem sidos completamente destruídos. Por fim, com a paz restaurada na galáxia, a destruída Velha República foi reorganizada para a moderna República Galáctica,[12] que daria início a mais de mil anos de estabilidade em uma época conhecida como a Grande Paz.[35] A história do regente da Velha República Hylemane lightbringer e sua suposta imortalidade seria lembrada em textos de história junto com músicas da Velha República, como a Sextina do Imperador Vex, que continuaria a ser cantada mesmo nos meses seguintes à Batalha de Endor.[14]

Ascensão da democracia

"Não houve uma guerra em grande escala desde a formação da República."
Sio Bibble[fonte]

A Grande Paz da República durou quase mil anos.

A Velha República foi restaurada[36] na forma da moderna República Galáctica[12] em 1.032 ABY.[11] Após a reforma da República Galáctica,[26] os Zygerrianos continuariam a guardar rancor contra a República e a Ordem Jedi pela destruição de seu império de escravos.[37][38][39]

A República moderna foi uma união democrática consistida em múltiplos sistema estelares espalhados pela galáxia.[1] Com exceção de conflitos de pequena escala que os Jedi estavam lidando, a Era da República foi uma Era de paz e estabilidade que durou mais de um milênio.[12] Essa versão da República existiu em um estado desmilitarizado durante a maior parte de sua história;[6] como tal, o governo confiou nos Cavaleiros Jedi, que mantiveram seu mandato como guardiões da paz e da justiça.[40]

Os Quatro Filósofos de Dwartii foram notáveis em influenciar algumas de suas primeiras leis.[41] Com seu corpo governante, o governo recém-reorganizado estabeleceu o Senado Galáctico, cujos membros foram eleitos para representar seus sistemas. Coruscant foi a sede galáctica do poder sob a República,[1] como tinha sido por milhares de anos antes do renascimento da República.[12]

O chefe de estado da República, o Supremo Chanceler, foi eleito pelos senadores, nos quais o primeiro de uma linha de Chanceleres[5] foi Tarsus Valorum,[16] um descendente da Casa Valorum.[5][7] Protegendo a nova democracia estava a Guarda do Senado, que podia ser vista patrulhando o Distrito do Senado e passou a ser vista como símbolo de força e união, especialmente considerando o fato de que os militares haviam sidos dissolvidos.[5][42] Enquanto isso a Ordem Jedi, uma ordem nobre de protetores que podiam exercer o poder da Força veio para servir a República como guardiões da paz e da justiça.[40] Com a falta de um exército, a República dependeu das Pacificadoras Forças Judiciais, lideradas pelo Departamento Judicial como o ramo de aplicação da lei do governo. As Forças Judiciais, membros que foram simplesmente conhecidos como Judiciais, treinados na Academia Judicial e vieram servir em ambas forças terrestres e espaciais, frequentemente conduzidos pelos Comandantes Jedi para manter a paz em toda a galáxia.[5]

Era da Alta República

Grande Desastre

"Nos dias da Alta República, a galáxia não era tão povoada como agora. Áreas como a Orla Exterior eram perigosas, difíceis de navegar. Assim, o povo daquela época construiu uma enorme estação espacial com grande esforço e despesa e a colocou no centro das zonas escuras. Enviou um sinal que funcionou como uma espécie de farol, ajudando os viajantes a encontrar seu caminho. Eles deram a essa estação um nome inspirador, adequado ao seu propósito."
―Grek[fonte]

Durante a Era da Alta República, a Chanceler Suprema Lina Soh procurou unir os Territórios da Orla Exterior com a República Galáctica.

Com a paz na galáxia,[25] a Era da Alta República viu a República Galáctica atingir o auge de seu poder, sua influencia se espalhando até mesma para as regiões mais distantes e menos povoadas da galáxia[43] em 232 ABY,[44] durante chancelaria da Lina Soh. Ao mesmo tempo, a República estava no meio de uma era em que todas as vozes eram ouvidas, criando uma governança a partir do consenso e uma sociedade de cultura, inclusão, ambição e as Great Works de Soh.[25] O Starlight Beacon foi construído junto com outras estações intermediárias com despesas e esforços consideráveis, a fim de expandir o domínio da República para as "zonas escuras" inexploradas dos Territórios da Orla Exterior,[45] depois que Soh prometeu trazê-lo para os braços da República,[25] e a Ordem Jedi também tornou-se cada vez mais ativa nos negócios da galáxia,[46] fornecendo apoio à República e seus projetos.[25]

Soh queria que o povo da República soubesse que todos eles faziam parte do governo. Foi nessa época que as naves estelares foram abruptamente arrancadas do hiperespaço em um evento em toda a galáxia conhecido como Grande Desastre do Hiperespaço,[43] causado pelo Nihil. Com a falta de um exército, a República foi protegida por uma pequena frota de pacificadores conhecida como Coalizão de Defesa da República. O RDC implantou o Cruzador da República classe Emissário Third Horizon para o sistema Hetzal como resultado do Grande Desastre, respondendo ao sinal de socorro do governo Hetzaliano. A Mestre Jedi Avar Kriss estava supervisionando o esforço de resgate até que ela detectou um grande recipiente de tibanna líquida ameaçando a estrela classe R do sistema. Kriss e outro Jedi deixaram o Third Horizon para mover o contêiner com a Força, enquanto o RDC se concentrava em evacuar os refugiados restantes.[25]

Enquanto a Era da Alta República chegava ao fim por volta de 82 ABY,[47] o Jedi Padawan Sean lembrou que o Nihil havia lançado uma invasão da República.[48]

Expansão e estagnação

"Com os olhos voltados para a expansão para os limites desconhecidos da Orla Exterior, as tradições do Núcleo tornaram-se ultrapassadas. A oportunidade acenou além das fronteiras dos mundos da Orla Média."
―Janyor[fonte]

As guildas de comércio geraram lucros maciços investindo na política expansionista da República.

Por séculos, a República Galáctica se expandiu não por meio da força, mas exercendo silenciosamente uma forte atração magnética em direção aos sistemas vizinhos. A promessa de comércio com os mercados dos Mundos do Núcleo mantinha muitos sistemas sob controle, inexoravelmente atraindo mundos não-membros a uma cooperação mais estreita com o órgão estatal. Apesar disso, a República demorou para convidar novos sistemas, à medida que a adição de novos territórios diminuía o poder político dos senadores existentes. Os novos membros invariavelmente se alinharam com blocos de poder galáctico locais, enquanto a maioria dos senadores que deram os convites representaram sistemas no Núcleo. Como resultado, o Centro Galáctico representava o coração pulsante da República que habitualmente extraía riqueza e poder do interior, com a maioria dos senadores desanimados com a extensão dos serviços e proteção dos mundos remotos. Consequentemente, muitos sistemas estelares úteis que foram deixados esperando—alguns por séculos—que o corpo político admitisse seu mundo como membro do Congresso, mesmo que isso custasse o poder geral do corpo.[49]

Com o passar do tempo, a República manteve-se firme, tornando-se cada vez mais poderosa. Como resultado, a galáxia permaneceu livre de qualquer guerra em grande escala por séculos. No entanto, muito dos burocratas e senadores que dirigiam o governo continuaram a trabalhar para seu próprio lucro e não para o bem comum. Ambição, corrupção e lutas internas começaram lentamente a destruir o governo por dentro.[1] O Núcleo, revitalizado dos conflitos destrutivos do passado e ávido por novos recursos para explorar, embarcou em uma política de colonização agressiva, explorando, mapeando e estabelecendo planetas intocados dentro dos Sistemas Exteriores, fazendo acordos ou simplesmente atropelando as populações indígenas que estavam em seu caminho. Pioneiros aventureiros receberam permissão de Coruscant para colonizar novos territórios e estabelecer colônias comerciais para alimentar o Núcleo com produtos e matérias-primas para seu auto enriquecimento contínuo. Muitos novos sistemas, encontrando-se sem fundos para minerar, processar e enviar seus produtos para o mercado, foram forçados a garantir altos empréstimos a juros elevados do Clã Bancário InterGaláctico, ao que muitos, incapazes de pagar suas dívidas, se vira como meros mundos cliente para os banqueiros Muun. Com o passar do tempo, a laboriosa tarefa de navegar por faróis de hiperonda—que exigia numerosas reversões para o espaço real—ficou simplificada com a fundação de novas rotas do hiperespaço, como a Via Hydiana. Muitos sistemas, ansiosos para se beneficiar das oportunidades oferecidas pelo mapeamento de hiperfaixas por meio de seu sistema, procurou influenciar o Senado da República para se colocar no mapa galáctico.[5]

A doutrina do destino manifesto da República levou à colonização dos Territórios da Orla Exterior.

Culturalmente, a moda, arte, drama e literatura dos Coruscanti viram um público receptivo em toda a galáxia. Buscando impressionar os visitantes do Núcleo, muitos mundos procuraram construir mansões luxuosas que imitassem o estilo arquitetônico do Núcleo. Apesar disso, muitos Coruscanti olhavam com desdém para o que na realidade nada mais era do que uma representação excêntrica. Para eles, essas formas de vida nas periferias da galáxia pareciam bárbaras, com a maioria dos mundos ainda sem controle do clima ou lutando com distúrbios geológicos e escassez de alimentos. Além disso, muitos mundos remotos, sem um ministério de defesa para proteção, viram-se continuamente assediados por vários piratas e organizações criminosas, enraizando ainda mais a visão de longa data de que aqueles dos mundos remotos da galáxia careciam de refinamento cultural e civilidade básica.[5]

Um ódio e uma desconfiança profundamente enraizados cresceram ao longo dos séculos entre os mundos remotos da galáxia e o Centro cosmopolita, com os que vivem na periferia gradualmente passando a acreditar que eram vítimas de injustiças sociais e econômicas. Como resultado da percepção da incapacidade das Forças Judiciais em proteger territórios, que muitas vezes foram impedidos de intervir depois que muitos mundos distantes se recusaram a fornecer negócios lucrativos aos Mundos do Núcleo, o mundo da Orla Exterior de Eriadu - um dos mais politicamente, mundos culturais e economicamente desenvolvidos—formou a Força de Segurança das Regiões Exteriores para a proteção do Setor Seswenna. Composto por uma amálgama de navios, financiado principalmente por empréstimos internacionais e fornecido com laser e canhões de íons adquiridos de comerciantes de armas que durante séculos ignoraram a proibição da República de venda de armas aos mundos membros. Embora a Força de Segurança das Regiões Exteriores em sua início não tenha sido um sucesso, ela logo se tornou conhecida por sua eficiência em lidar com invasores, especialmente depois que Wilhuff Tarkin foi aceito na força-tarefa antipirataria das Regiões Exteriores, na qual era conhecido por sua inteligência e habilidade ao combater seus oponentes.[5]

O Senado Galáctico estava atolado em corrupção política durante os anos finais da República.

Todavia, apesar dos melhores esforços das Regiões Exteriores, os Territórios da Orla Exterior continuaram a ser vítimas de interesses corporativos crescentes do Núcleo, com a monolítica Federação de Comércio expandindo seu alcance um ano antes da Invasão de Naboo na Orla Exterior e no Senado Galáctico, utilizando brechas da legislação de livre comércio existente. Pouco antes da Invasão de Naboo, uma cúpula comercial foi realizada no planeta da Orla Exterior de Eriadu, na qual o Supremo Chanceler Finis Valorum foi rejeitado por Wilhuff Tarkin, que esperava reduzir a influência do Chanceler que alguns já esperavam perder na próxima eleição para apoiar o senador Sheev Palpatine, que já havia ajudado Tarkin a entrar na Academia Judicial e apoiado sua ascensão como governador de Eriadu.[5]

Invasão de Naboo

"Esta claro para mim agora que a República não funciona mais, rezo para que o senhor devolva compaixão e sanidade ao senado."
―Padmé Amidala para Sheev Palpatine[fonte]

Os Sith orquestraram a Invasão de Naboo controlando os líderes da Federação de Comércio.

Apesar dos melhores esforços do bem-intencionado Chanceler Valorum,[50] a Federação de Comércio bloqueou Naboo por causa de disputas sobre as exportações de plasma. Uma força judicial carregou o Mestre Jedi Qui-Gon Jinn e seu Padawan Obi-Wan Kenobi para o Saak'ak, um cargueiro de carga LH-3210 classe Lucrehulk da Federação de Comércio para discutir uma solução pacífica para o conflito.[5] Darth Sidious, o Lorde Sombrio dos Sith ordenou que o Viceroy Nute Gunray invadisse Naboo antes do previsto e matasse os embaixadores Jedi do Chanceler. Theed, a capital de Naboo, foi rapidamente ocupada pelo Exército droide da Federação de Comércio. O Jedi, tendo sobrevivido aos esforços da Federação para matá-los, escapou para Naboo, onde resgataram a Rainha Padmé Amidala e sua comitiva.[7]

Amidala aceitou uma viagem a Coruscant para defender o caso de seu planeta natal ao Senado, mas os danos no gerador de hiperpropulsor T-14 da Nave Real de Naboo exigiram um desvio para um mundo remoto chamado Tatooine para reparos. Agindo com base no relatório de Gunray, Sidious instruiu seu aprendiz Sith, Darh Maul, localizar e capturar a rainha, já que somente ela tinha autoridade para assinar um tratado que tornava legal a ocupação de Naboo pela Federação. Embora Maul conseguiu rastrea-los até Tatooine, ele falhou em evitar que os Jedi escapassem com Amidala em sua nave reparada. Além disso, Jinn assumiu a custódia de uma criança escrava emancipada, Anakin Skywalker, a quem ele descobriu ser excepcionalmente forte com a Força. Acreditando que ele havia encontrado O Escolhido profetizado, Jinn trouxe Skywalker para Coruscant para começar seu treinamento Jedi.[7]

O voto de desconfiança da rainha Amidala foi fundamental para a ascensão do senador Sheev Palpatine ao poder.

O Senador Palpatine e o chanceler Valorum saudaram Amidala em sua chegada à capital. Embora Valorum assegurasse a angústia do senado sobre a situação, Palpatine a avisou que nem o Senado nem o Chanceler iterviriam, a menos que fizessem uma mudança na liderança. Como representante galáctico de Nabbo, Palpatine serviu como conselheiro e confidente de Amidala. Ele disse a ela que o Senado era corrupto e o Chanceler uma figura sem poder. Quando os delegados da Federação do Comércido forçaram Valorum a aderir ao procedimento burocrático, Amidala rebateu pedindo um voto de desconfiança nele, seguindo o conselho de Palpatine, apesar de sua relutância inicial em denunciar um forte defensor de seu mundo.[7]

Acreditando que a República não abraçou mais seus principios, Amidala voltou ao seu planeta para libertar o povo de naboo sem a intervenção do Senado. Antes de deixar Coruscant, Palpatine a informou de sua nomeação para suceder Valorum. Seus concorrentes eram o senador Bail Antilles de Alderaan e o senador Ainlee Teem de Malatares, mas Palpatinee garantiu a Amidala que venceria a eleição por meio de simpatia generalizada pela situação de Naboo. Ele jurou dedicar seu mandato para acabar com a corrupção, e Amidala implorou que ele restaurasse a compaixãao ao Senado.

Os vencedores da Batalha de Naboo celebraram seu triunfo na cidade de Theed.

Incapaz de contar com a ajuda da República, Amidala se voltou para a população Gungan de Naboo. Apesar dos sentimentos negativos entre seus povos, a ocupação de seu mundo natal compartilhado permitiu que Amidala consertasse seu relacionamento por meio da diplomacia. O Grande Exército Gungan confrontou os droides de batalha da Federação de Comércio enquanto o Corpo de caças estelares da Realeza de Naboo lançava um ataque aos Saak'ak em órbita. Os Gungans foram forçados a se render após colapso de suas defesas, e vários pilotos de Naboo foram mortos na batalha espacial. Contudo, a equipe de Amidala se infiltrou no Palácio Real de Theed, onde capturaram Gunray, e com o Saak'ak destruído por Skywalker, os droides foram desativados. Como resultado da Batalha de Naboo, Gunray foi levado sob a custódia da República e o recém-eleito supremo chanceler, Sheev Palpatine, chegou a Theed, onde ele e a rainha se parabenizaram por seu recente sucesso, o novo chanceler disse que trabalhariam juntos trazendo paz e prosperidade para a República.[7]

Crise Separatista

Blue Glass Arrow.png Artigo principal: Crise Separatista
"Eu não vou deixar que esta República que durou milhares de anos se divida em duas. Minhas negociações não falharão.
Você deve perceber que não ha Jedi suficiente para proteger a República. Somos guardiões da paz, não soldados.
"
―Sheev Palpatine e Mace Windu.[fonte]

A crise separatista refletiu a desilusão generalizada com a República.

Após a Crise de Naboo, o monopólio da Federação de Comércio na Orla Exterior foi quebrado, enquanto a posição política do Supremo Chanceler Finis Valorum sofria com a crise junto com outros escândalos. Palpatine foi nomeado para o cargo de Supremo Chanceler, eventualmente criando uma imagem de si mesmo como um servo do bem comum de maneiras moderadas, apesar de suas verdadeiras intenções. No entanto, as tensões crescentes entre os Mundos do Núcleo e a Orla exterior aumentaram gradualmente ao ponto de muitos acreditarem que uma guerra era iminente.[5] Prevendo este conflito anos antes da Invasão de Naboo, O Mestre Jedi Zaifo-Vias defendeu a criação de um novo exército da República, apenas para ser rejeitado pelo Alto Conselho Jedi, que acreditavam que suas idéias eram muito extremas. Desanimado, Zaifo-Vias contatou os Kaminoanos, conhecidos por seus incubátorios de clones, e secretamente os encarregou de criar um exército de clones, fingindo representar o Senado Galáctico. Sem o conhecimento de Zaifo-Vias, Darth Sidious havia entrado em contato com o primeiro-ministro Lama Su, e o convenceu a implantar um biochip de modificação comportamental nos clones durante o terceiro estágio de seu desenvolvimento para se voltar contra os Jedi por um mero comando.[51]

Um ex-Mestre Jedi, o Conde Dookan liderou o movimento Separatista contra a República.

O espadachim arrojado e idealista político Mestre Jedi Conde Dookan, tirando uma liçença de oito anos da Ordem Jedi e agora secretamento o aprendiz de Darth Sidious e apelidado de Darth Tyranus,[6] pagou o sindicato Pyke para eliminar Zaifo-Vias sobre o planeta de Oba Diah. Com Zaifo-Vias indo para o planeta afim de negociar uma disputaa que poderia ter resultado em uma guerra de gangues em grande escala em Coruscant, Zaifo-Vias foi subitamente reatribuído a Felucia quando sua nave foi abatida abruptamente sobre o planeta. Seu corpo foi trazido para Felucia, onde foi cremado pelos habitantes tribais. Dookan conseguiu enganar o conselho Jedi fazendo-o acreditar que Zaifo-Vias tinha sido morto pelos Felucianos,[51] enquanto apagava a existência de Kamino dos Arquivos Jedi.[6]

Na década após a Invasão de Naboo, o paradeiro do Conde Dookan não era muito conhecido, com muitos acreditando que ele simplesmente desejava formar um ramo da Ordem Jedi. Na realidade, Dookan manipulou eventos galácticos para fomentar a turbulência política em uma variedade de mundos, incluindo Kashyyyk, Sullust e Onderon. Buscando criar uma esfera de influência separatista do sul trazendo Yag'Dhul e Sluis Van para seu lado, Dookan precisava persuadir o agora próspero mundo de Eriadu a se juntar aos separatistas. No entanto, Wilhuff Tarkin foi pressionado a declarar sua lealdade, especialmente depois que Dookan comandou uma estação HoloNet no sistema Raxus e denunciou a República Galáctica, efetivamente preparando o cenário para a Crise Separatista. Tarkin acabou aliando-se à República Galáctica em sua crença severa de que uma galáxia ineficiente, porém unificada, era melhor do que uma fraturada.[5]

O Senado concedeu ao chanceler poderes de emergência a pedido do representante Jar Jar Binks.

As negociações do Chanceler Palpatine com os separatistas não tiveram sucesso, levando o Senado Galàctico a considerar o Ato de Criação Militar. A senadora Amidala liderou a oposição contra o projeto da lei, acreditando que tornaria a guerra entre a República e os Separatistas inevitável. Após uma tentativa de assassinato de Amidala, o chanceler ordenou que ela voltasse para Naboo enquanto os Jedi investigavam o complô contra ela. O representante júnior Jar Jar Binks assumiu suas responsabilidades em Coruscant durante a ausência de Amidala. A subsequente descoberta dos Jedi de dois exércitos secretos, os clones e os droides de batalha, influenciou as próximas açõs do Senado. Os legalistas concordaram que a República precisava do exército de clones, ainda assim, eles sentiram que o Senado não aprovaria o Ato de Criação Militar antes que os Separatistas atacassem a República com suas forças droides. Quando o vice-presidente Mas Amedda sugeriu que eles resolvessem a crise concedendo poderes de emergência ao Chanceler Palpatine, o deputado Binks propôs isso ao Senado que aprovou seu projeto, permitindo que Palpatine reconhecesse oficialmente o exército clone como o Grande Exército da República. Um autoproclamado proponente da democracia e patriota da República, Palpatine garantiu aos senadores que pretendia devolver os poderes que lhe deram após o fim da crise.[6]

Guerras Clônicas

Blue Glass Arrow.png Artigo principal: Guerras Clônicas


"Devo admitir que se não fosse os clones jamais teriamos essa vitória.
Vitória? Vitória, diz você? Mestre Obi-Wan, não vitoria. A opressão do lado sombrio caiu sobre nós. Iniciado a guerra clônica esta.
"
―Obi-Wan Kenobi e Yoda.[fonte]

A Batalha de Geonosis foi a primeira batalha nas Guerras Clônicas.

As Guerras Clônicas começaram com a Primeira Batalha de Geonosis. Apoiado pela Marinha da República, o Grande Exército da República avançou pelos campos de Geonosis, servindo sob o comando dos Cavaleiros Jedi enquanto eles lutavam contra o Exército Droide Separatista. Enquanto isso, os esquemas de Poggle o menor para a Arma Suprema foram transferidos para Dookan, que escapou da batalha após duelar com Skywalker, Kenobi e o Grande Mestre Yoda. Simultaneamente, os vários membros da recém-fundada Confederação de Sistemas Independentes evacuaram o planeta enquanto os soldados clones da República gradualmente forçavam o exército droide a uma retirada total. A batalha foi saudada como uma vitória da República, embora Yoda tenha assumido a posição oposta, pois sabia que a guerra se espalharia por toda a galáxia. O Conde Dookan viajou para um setor industrial em Coruscant para informar seu mestre que a guerra havia começado conforme planejado, enquanto o Alto Conselho Jedi ponderava sobre a advertência de Dookan de que o Lorde Negro dos Sith controlava o Senado.[6]

Insurgentes Twi'lek lutaram ao lado de soldados da República na Batalha de Ryloth.

No rescaldo de Geonosis, o conflito mortal de três anos que engolfou a galáxia no caos começou oficialmente, forçando mais e mais mundos a escolherem lados entre a República Galáctica e seu exército de clones ou a sempre crescente Confederação de Sistemas Independentes e seu Exército Droide. Com a guerra bem encaminhada, numerosos emissários diplomáticos envolveram-se em várias tentativas de influenciar os mundos locais para se juntarem à República Galáctica, com o Mestre Jedi Yoda tentando ganhar o apoio de Rei Toydariano Katuunko, enquanto a assassina Sith Asajj Ventress tentava interromper a reunião e, em vez disso, procurava ganhar o apoio do rei para se juntar à Confederação.[52] A República também enviou ajuda militar e apoio às facções necessitadas, como a Resistência Twi'lek de Cham Syndulla em Ryloth,[53] ou aos Dugs em Malastare, cujas lucrativas reservas de combustível foram um grande benefício para a Marinha da República.[54] Numerosos mundos como Mandalore também tentaram manter sua neutralidade, embora muitas vezes tenham sido forçados a buscar ajuda de terceiros em momentos de necessidade.[6][28]

Durante as Guerras Clônicas, inúmera tentativas foram feitas contra a vida do Supremo Chanceler Palpatine, incluindo uma tentativa de sequestro de Naboo planejada pelo Conde Dookan,[55] bem como a tomada de reféns de membros do Senado Galáctico pelo notório caçador de recompensas Cad Bane.[56] No entanto, a intriga política alimentou não apenas o conflito, mas também avanços no armamento e no desenvolvimento de equipamentos para aprimorar as forças armadas existentes. Tentativas de armas biológicas foram lançadas pelo cientista Separatista Nuvo Vindi, que tentou recriar o antigo Vírus da Sombra Azul, capaz de matar milhões em toda a galáxia,[57] enquanto a República desenvolveu a bomba de eletro-próton, que poderia enviar um pulso elétrico após a detonação, capaz de desativar um exército de droides inteiro.[54]

A República transportou uma Besta Zillo para Coruscant após a Batalha de Malastare.

Após a Batalha de Malastare, a República também tentou criar uma armadura impenetrável ao desvendar os segredos biológicos da Besta Zillo, uma criatura ancestral da Orla Média, apenas para terminar em tentativa fracassada, enviando a besta em um tumulto em Coruscant. Após sua morte nas mãos de uma força-tarefa Jedi, a besta foi secretamente clonada por ordens do próprio Supremo Chanceler. Nesse ínterim, a República desenvolveu uma nave furtiva capaz de se camuflar, bem como atualizou a armadura clone Fase I para uma armadura mais sofisticada de Fase II antes da Batalha de Mon Cala.[58]

Os soldados clones da República eram o braço militar do Senado Galáctico.

A República adotou o exército clone para derrotar os Separatistas, mas os soldados clones também estavam à disposição do Senado. A Guarda de Coruscant foi formada por soldados clones de choque estacionados na capital da República;[59] os delegados senatoriais foram acompanhados por guarda-costas clones;[55] e os clones se envolveram nas disputas internas da República agindo como executores do Senado.[60]

A Guarda do Senado ainda acompanhava dignitários em missões fora do mundo,[61] mas à medida que a guerra continuava, a Guarda de Coruscant tornou-se cada vez mais responsável pela segurança do Supremo Chanceler[55] e dos delegados do senado.[4] Em uma ocasião, a República implantou uma força liderada por Jedi de soldados clones em Orto Plutonia a mando de um de seus membros, a Assembleia Pantorana. O governo de Pantora reivindicou a soberania sobre o planeta, o que resultou em um conflito aberto entre os Pantoranos e os nativos Talz. Embora os clones servissem aos Jedi, eles também estavam em dívida com a autoridade do líder Pantorano, Presidente Chi Cho, e da senadora Pantorana Riyo Chuchi.[60]

Queda da República

"Então é assim que a liberdade morre... com um estrondoso aplauso."
―Padmé Amidala no fim da República Galáctica.[fonte]

O Templo Jedi foi o local de um ataque terrorista contra a Ordem.

O Grande Exército da República foi liderado por Generais Jedi durante as Guerras Clônicas.[36] Enquanto muitas ações heróicas foram tomadas pelos Jedi e aqueles que serviram sob eles, inspirando o público com histórias de bravura, o cansaço da guerra só continuou a crescer com o passar dos anos.[49] Os Cidadãos da República passaram a acreditar que os Jedi haviam abandonado seu papel como guardiões da paz,[62] e, como resultado, fizeram protestos em massa fora do Templo Jedi. Apesar de sua influência decrescente na galáxia, os Jedi continuaram a liderar as forças da República, mas sofreram muitas baixas no processo. Seu papel no conflito foi combatido não apenas por civis,[63] mas também pelo oficial da República Wilhuff Tarkin, que queria revogar a autoridade militar da Ordem, convencido de que o Código Jedi era um obstáculo ao esforço da guerra da República.[64] A Padawan Barriss Offee também discordou do envolvimento da Ordem nas Guerras Clônicas e encenou um bombardeio ao Templo Jedi como protesto, e acusou Ahsoka Tano de cometer o ato antes de ser capturada.[65]

Os poderes do Chanceler Palpatine durante a guerra fizeram dele um ditador em tudo, menos no nome.

A guerra também serviu como um meio para Sheev Palpatine acumular mais poderes de emergência, cimentando sua posição como Supremo Chanceler por muito mais tempo do que tecnicamente permitia, enquanto continuava a centralizar a autoridade política e militar dentro do Escritório do Chanceler, que incluiu colocar o Clã Bancário InterGaláctico sob a supervisão do Chanceler.[4] Ao ganhar poderes de guerra, o Chanceler Palpatine foi efetivamente um ditador.[66] A operação Separatista Shadowfeed, uma tentativa do Conde Dookan de espalhar informações sobre as derrotas da República, fazendo parecer que uma vitória Separatista era inevitável, alimentou a ansiedade pública e, consequentemente, acelerou a militarização da República ao longo da guerra.[5]

A República invadiu Utapau com o objetivo de encerrar de forma decisiva as Guerras Clônicas.

Depois de quase três anos de guerra constante, a guerra atingiu seu clímax durante a Batalha de Coruscant, onde ambas facções se envolveram em uma massiva batalha naval e terrestre pela capital da República. O confronto resultou na República desferindo um golpe severo à Confederação com a parde de uma parte de sua frota, bem como seu chefe de estado, Conde Dookan, nas mãos de Anakin Skywalker. Pouco depois, o General Grievous encontrou seu fim nas mãos de Obi-Wan Kenobi durante a Batalha de Utapau. E mesmo enquanto a República pressionava com os Cercos da Orla Exterior, determinada a pôr fim à guerra civil, o Alto Conselho Jedi tinha ficado cada vez mais desconfiado do Chanceler Palpatine. Ao longo das Guerras Clônicas, a autoridade do Chanceler durante a guerra atingiu níveis sem precedentes às custas do Senado, alguns dos quais também ficaram preocupados com o futuro da República. Como tal, membros do Conselho e do Senado começaram a considerar suas opções para a preservação da democracia. Considerando que a Delegação dos 2.000 procurou fazer uma petição ao Chanceler para renunciar seus poderes de emergência, o Conselho contemplou a possibilidade de removê-lo à força e assumir o Senado a fim de assegurar uma transição pacífica de poder.[2]

Palpatine era o Lorde Sith Darth Sidious, cujas maquinações provocaram a queda dos Jedi e da República.

No final, sua suspeita sobre o Chanceler foi justificada quando Skywalker descobriu a verdade: Sheev Palpatine e Darth Sidious, o mentor Sith por trás das Guerras Clônicas, eram a mesma pessoa. Agindo rapidamente com esta revelação, o Conselho tentou prender o Lorde Sith antes que seu plano pudesse se concretizar, consequentemente levando a um duelo de sabre de luz no qual Sidious derrubou Agen Kolar, Saesee Tiin e Kit Fisto antes que Mace Windu o desarmasse. Dado o controle do Chanceler sobre o Senado e os tribunais, Windu considerou Sidious perigoso demais para viver. No entanto, Skywalker argumentou que a execução era contrária ao jeito Jedi, embora sua ligação pessoal com Amidala também o influenciou neste ponto crítico, já que ele acreditava que Sidious poderia salvar a vida dela. Em um momento de desespero, Skywalker desarmou Windu, o que permitiu que Sidious matasse o campeão da Ordem Jedi usando o relâmpago da Força. Tendo escolhido o caminho do lado negro, o Cavaleiro Jedi caído tornou-se Darth Vader e posteriormente liderou o ataque ao Templo Jedi enquanto Sidious emitia a Ordem 66 para o Grande Exército, fazendo com que os soldados clones executassem seus líderes Jedi em toda a galáxia.[2]

Com os Jedi eliminados, Sidious se declarou imperador do Império Galáctico.

O Senado realizou uma sessão de emergência a pedido do Chanceler. Sidious denunciou publicamente a Ordem Jedi; ele os acusou de conspirar para assassiná-lo a fim de assumir o controle do Senado e da República. Enquanto isso, Vader realizou uma missão em Mustafar, onde executou pessoalmente o Conselho Separatista. Com o Grande Purgo Jedi em vigor e os Separatistas neutralizados, Sidious se proclamou Imperador Galáctico. A República Galáctica tornou-se oficialmente o Império Galáctico,[2] e a democracia foi suplantada pela Nova Ordem facista.[12] Enquanto muitos senadores aplaudiam o nascimento do Império, Amidala e Organa lamentavam em silêncio o fim da República.[2]

Vader desativou o exército droide logo após matar os líderes Separatistas em Mustafar. As Guerras Clônicas chegaram ao fim e sua conclusão marcou o início da Era do Império.[2]

Legado

Império e renascimento

"Aqui é o Mestre Obi-Wan Kenobi. Eu lamento informar que tanto a nossa Ordem Jedi quanto a República caíram, com a sombra do Império se erguendo para tomar seu lugar. Essa mensagem é um aviso e um lembrete a todos os Jedi sobreviventes: confiem na Força. Não voltem para o Templo. Esse tempo já passou, e nosso futuro é incerto. Evitem Coruscant. Evitem serem detectados. Sejam secretos... mas sejam fortes. Cada um de nós será desafiado: nossa confiança, nossa fé, nossas amizades. Mas nós temos que perseverar, e com o tempo, eu acredito que uma nova esperança surgirá. Que a Força esteja com vocês sempre."
―Aviso de Obi-Wan Kenobi no sinal de recordação.[fonte]

O Império Galáctico procurou apagar todos os vestígios da República Galáctica.

Nas décadas após a dissolução da República Galáctica, numerosos indivíduos ainda se apegavam à memória da agora Velha República e seus lendários Cavaleiros Jedi, enquanto muitos indivíduos que conheciam os Jedi pessoalmente se recusaram a acreditar no relato do Imperador sobre uma "Rebelião Jedi".[49][67] A Ordem Jedi que serviu à República continuaria seu legado e perduraria durante o Grande Purgo Jedi.[14]

Entretanto, a maioria dos cidadãos galácticos eventualmente passaram a acreditar e apoiar ativamente esta visão, acreditando que a República se tornou fraca e corrupta, necessitando da ascensão de Palpatine ao poder. Para destruir a memória do governo anterior, qualquer lembrete visível da Velha República foi rapidamente removido, com muitas mudanças organizacionais alterando os nomes de vários locais e instituições, enquanto a arquitetura foi moldada para um estética mais severa e sombria. Com o renomado Senado Galáctico sendo renomeado como Senado Imperial e a Praça do Senado renomeada como Praça Imperial, na qual havia uma estátua gigante do Imperador erguida, quase se podia esquecer que a República existia.[5]

A memória da República como uma força de liberdade e justiça nunca poderia ser totalmente destruída enquanto aqueles que ainda acreditassem nela vivessem, estimulando assim numerosos movimentos de resistência ao longo do reinado do Império, como o Movimento Ryloth Livre[68] e a Célula rebelde de Berch Teller.[5] Essas exibições de resistência eventualmente se uniram na Aliança pela Restauração da República antes da Batalha de Yavin, onde a Estrela da Morte foi destruída.[23] As batalhas subsequentes incluíram a Batalha de Endor, que viu a destruição da segunda estrela da morte, bem como as mortes de Sidious e Vader. Na sua vitória em Endor, a Aliança se declarou a Nova República como uma ode à Velha República.[14]

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Após a morte do imperador, a Aliança Rebelde foi reformada na Nova República.

Todavia, a Nova República rejeitou alguns aspectos da Velha República, particularmente o legado de seus anos finais sob a chancelaria de Sheev Palpatine.[69] A palavra "Supremo" foi removida do título de Chanceler; Coruscant foi destituída de seu papel tradicional de capital Galáctica, permitindo que outros mundos hospedassem o restaurado Senado Galáctico em um ciclo rotativo; e a Lei de Desarmamento Militar reduziu a Frota de Defesa da Nova República após a Guerra Civil Galáctica. Esses esforços tiveram sucesso em convencer mundos que já foram Separatistas a apoiar a Nova República,[70] mas também levou ao partidarismo político no Senado, onde populistas favoreciam a soberania dos mundos membros, enquanto os centristas tentavam aumentar o poder do governo central e os gastos militares.[69] Por fim, os mundos centristas se separaram da Nova República e se juntaram à Primeira Ordem,ref name="TROS VD">Star Wars: The Rise of Skywalker: The Visual Dictionary</ref> um sucessor do Império Galáctico, resultando na Guerra entre duas potências galácticas.[71]

A história do regente Hylemane Lightbringer da Velha República e sua suposta imortalidade seria lembrada em textos de história junto com músicas da Velha República, como a Sextina do Imperador Vex, que continuaria a ser cantada mesmo nos meses seguintes à Batalha de Endor.[14]

Julgamento da posteridade

"Antes da eclosão da guerra, o crepúsculo da República foi uma era de distrações, com cidadãos de todas as esferas da vida seguindo atividades escapistas. Os historiadores repreendem as pessoas desta última era por serem enganadas por esses circos, quando suas atenções deveriam estar voltadas para as malfeitorias e a corrupção no Senado e em outras instituições governamentais."
―Janyor[fonte]

Os historiadores repreenderam a geração que testemunhou a queda da República, responsabilizando o povo desta última era de paz pela morte da liberdade.

Aclamado como uma das maiores conquistas políticas da história da galáxia,[36] a República Galáctica foi descrita pelo historiador Janyor como "a República da lenda, maior do que distância ou tempo". Embora outras versões existissem no antigo passado, conhecidas coletivamente como "Velha República", a posteridade creditou a República moderna por libertar a galáxia de uma era de trevas e, com a ajuda da Ordem Jedi, forjar uma era de paz que durou mil anos até o advento das Guerras Clônicas. Os historiadores romantizaram a Era da República, chamando-a de "última era de paz"—apesar dos conflitos isolados, que foram notavelmente poucos e rapidamente resolvido pelos mediadores Jedi—antes do surgimento de vastas naves de guerra e superarmas destruidoras de planetas.[12]

A República em seus anos finais, porém, foi lembrada com menos carinho. Os historiadores consideravam o povo daquela época como uma geração de apatia e indolência, na qual os senadores galácticos se preocupavam mais com poder e luxo do que representar seus constituintes ou lidar com as percebidas ineficiências do governo. A população civil também foi vista como um fator que contribuiu para o fim da República, com os habitantes dos Mundos do Núcleo investindo mais em eventos de corrida de pods nos distantes Territórios da Orla Exterior do que na política que fez com que a insatisfação se agravasse e se transformasse na Crise Separatista. Em última análise, os historiadores repreenderam esta geração e a responsabilizaram pelo colapso da "civilização confortável" que definiu a moderna República Galáctica.[12]

Organização

Política

"Pela minha experiência os senadores se preocupam apenas em agradar os que dão fundos para suas campanhas."
―Obi-Wan Kenobi[fonte]

O Supremo Chanceler era o líder eleito do Senado Galáctico.

O governo da República Galáctica consistia no Escritório do Chanceler, no Senado Galáctico e no Departamento Judicial. O poder executivo foi investido no Supremo Chanceler, embora este cargo fosse em grande parte impotente e dificultado por procedimentos burocráticos, particularmente durante a chancelaria de Finis Valorum. No entanto, o chanceler tinha autoridade para emitir ordens executivas convocando o Senado para uma sessão de emergência[7] ou mandando senadores para longe de Coruscant por razões de segurança.[6]

A chancelaria de Sheev Palpatine mudou o equilíbrio de poder em favor do escritório do Chanceler, uma consequência dos poderes que o senado deu ao seu líder na véspera das Guerras Clônicas.[6] Com os conflitos através da galáxia, a chancelaria de Palpatine gradualmente se transformou em uma ditadura[66] com o controle sobre o Senado e os tribunais da República. Perto do fim da guerra, Palpatine apontou Anakin Skywalker como seu representante pessoal no Alto Conselho Jedi, no qual os Jedi consideraram uma reação exagerada da autoridade do Chanceler. Até então, Palpatine havia conseguido permanecer no poder, excedendo os limites de seu cargo, uma ação que o senado apoiou.[2]

O Senado Galáctico era o órgão governante da República.

Antes da ascensão de Palpatine ao poder, o Senado Galáctico era o órgão governante da República. Muitos mundos através da galáxia eram representados no Senado o qual era sediada em Coruscant, capital da República.[72] No auge de seu reinado, o poder do Senado eclipsou o do Supremo Chanceler,[7] mas também ficou estagnado sob a corrupção desenfreada e camadas de burocracia.[72] À medida que mais políticos ficavam apaixonados pelo conforto de seus cargos, priorizando o poder e a riqueza sobre as necessidades de seus constituintes, os cidadãos comuns questionavam se a República e seus altos impostos valiam a filiação.[12] Os Jedi também ficaram desconfiados com os senadores e consideravam seus motivos com ceticismo,[6] apesar da fidelidade da Ordem ao Senado como um todo.[2]

Ideologias conflitantes levaram a grupos de facções, intriga e assassinato no Senado.

Com o senado prejudicado por lutas políticas internas e uma adesão estrita ao protocolo, ele falhou em trazer resoluções rápidas para a Invasão de Naboo[7] ou a Crise Separatista[6]. Em vez de uma solução diplomática, o Senado se reuniu sob a liderança do chanceler Palpatine. No entanto, a decisão de conceder a ele poderes de emergência corroeu sua autoridade, permitindo que Palpatine acumulasse ainda mais poder às custas do Senado. Na época das Guerras Clônicas, o Senado estava dividido entre apoiadores do esforço de guerra e pacifistas que buscavam um fim pacífico para os combates.[72]

O Departamento Judicial era um departamento guarda-chuva dos tribunais da República, incluindo a Suprema Corte, a mais alta corte de justiça da República.[16] A sua autoridade abrange também as Forças Judiciárias e o Escritório da República de Investigações Criminais.[16] Como sua contraparte legislativa, no entanto, os tribunais estavam atolados por uma burocracia estagnada e eram conhecidos por serem ainda mais indecisos do que o Senado. Apesar da prisão de Nute Gunray, vários julgamento no Supremo Tribunal não conseguiram removê-lo do cargo de líder da Federação de Comércio, para desespero do governo de Naboo.[6]

Os soldados clones foram usados ​​como ferramentas de propaganda política durante as Guerras Clônicas.

A propaganda na República Galáctica serviu por muito tempo para influenciar a opinião pública em favor das políticas da República, desde a expansão para os Territórios da Orla Exterior, a travar uma guerra pan-galáctica contra os separatistas. Uma dessas ferramentas de propaganda foi a Comissão para a Proteção da República(COMPR). Formado nos primeiros dias das Guerras Clônicas, o COMPR existia como um movimento populista pró-República. Como tal, a missão da organização era dupla: promover o patriotismo na República e marcar os Separatistas como traidores. Este objetivo foi alcançado através da arte de Donclode Onstruss, Hamma Elad e outros artistas associados ao COMPR.[12]

Ao longo do conflito, os propagandistas do COMPR procuraram sustentas o esforço de guerra mantendo a opinião pública do lado das forças militares da República e de seu comandante-chefe, respectivamente o exército clone e o Supremo Chanceler Sheev Palpatine. Seguindo uma tentativa inicial de utilizar a Ordem Jedi como uma ferramenta de propaganda, COMPR se concentrou cada vez mais no Grande Exército da República, retratando os soldados clones como um símbolo de união que os cidadãos eram encorajados a apoiar. Em relação aos Separatistas, COMPR descreveu seus líderes como ícones do "mal", especificamente o General Grievous e o Conde Dookan. Usando lealdade à República e medo dos Separatistas, COMPR pressionou o Senado Galáctico para dar mais poderes de emergência ao Chanceler Palpatine, a quem apoiava como um líder em tempo de guerra.[12]

Política estrangeira

A República interveio no conflito interno de um mundo independente, acreditando que Carnelion IV possuía recursos valiosos.

O Senado não interveio na Guerra Aberto-Fechado em Carnelion IV porque o planeta não fazia parte da República Galáctica. Carnelion IV não ingressou na República porque o Senado tinha poucos interesses econômicos no planeta.[73] A frota diplomática da República subsequentemente forçou um cessar-fogo para a Guerra Aberto-Fechado depois que Kenobi alegou que o planeta tinha altas concentrações de gás tibanna em sua atmosfera, a fim de pôr fim ao conflito de longa duração.[74]

Durante as Guerra Clônicas, a República tolerou a postura política de governos neutros, entre os quais estavam os Novos Mandalorianos.[28] Sua líder, a Duquesa Satine Kryze, era uma pacifista convicta que buscava manter seu mundo natal e seus aliados fora do conflito por meio de sua capacidade como chefe do Conselho de Sistemas Neutros.[75] A República e Mandalore coexistiram por meio de tratados de mais de um século na época das Guerra Clônicas,[76] embora o Senado tenha sancionado um plano para invadir o planeta Mandalore, tendo crescido a acreditar que o governo pacifista de Kryze não poderia proteger o povo Mandaloriano do movimento Olho da Morte. No entanto, a invasão foi cancelada devido a evidência de que o pretexto do Senado para geurra—o depoimento do vice-ministro Jerec—havia sido falsificado.[77]

O mundo neutro Mandalore sediou uma conferência de paz fracassada entre a República e os Separatistas.

Mandalore foi o local das tentativas de negociações de paz entre a República Galáctica e a Confederação de Sistemas Independentes, com a Duquesa Satine supervisionando a conferência. Ambos os governos enviaram seus delegados para o mundo neutro, além dos Comandos do Senado da República e dos Droides comando série BX. As negociações fracassaram, permitindo que a guerra continuassem sem interrupção.[61]

O Supremo Chanceler Sheev Palpatine afirmou que a República estava disposta a ajudar um sistema estelar neutro durante seus tempos de crise,[78] mas a República recusou ajuda militar a governos neutros por uma questão de política.[76] Se um governo quebrasse sua neutralidade ao se aliar à Aliança Separatista, corria o risco de se tornar um inimigo da República. Quando o Clã Bancário InterGaláctico começou a favorecer os Separatistas às custas da República, a República retaliou enviando uma força de invasão para ocupar o planeta Scipio.[4]

Mitth'raw'nuruodo não via a República Galáctica como um aliado adequado para a Ascensão Chiss, apesar de trabalhar com Anakin Skywalker.

Apesar da neutralidade de Mandalore, Ahsoka Tano e Bo-Katan Kryze solicitaram o apoio do Grande Exército para depor a Sombra Coletiva que suplantou o regime de Satine Kryze. Embora os Jedi estivessem preocupados em serem arrastados para a guerra civil Mandaloriana durante as Guerras Clônicas em curso, especialmente quando o mundo em questão ainda era oficialmente neutro, eles permitiram uma divisão da 501ª Legião para apoiar os Nite Owls no Cerco de Mandalore.[76]

Durante as Guerra Clônicas, a República fez contato indireto com a Ascendência Chiss através do encontro do General Jedi Anakin Skywalker com o Capitão sênior Mitth'raw'nuruodo "Thrawn", um oficial da Frota Expansionária de Defesa Chiss. Thrawn foi encarregado de explorar a Orla Exterior no momento em que a Ascensão, tendo descoberto uma misteriosa ameaça nas Regiões Desconhecidas, procurou avaliar a República Galáctica como um aliado em potencial. Thrawn reuniu informações sobre as Guerras Clônicas por mio de sua interação com Skywalker, que, por sua vez, recrutou a ajuda do oficial Chiss para resgatar a Senadora Padmé Amidala. Skywalker ficou impressionado com Thrawn durante seu tempo trabalhando juntos, que mais tarde ele relatou ao Chanceler Palpatine. Thrawn não ficou impressionado com a República, no entanto, acreditou que a democracia era uma forma ineficiente de governo.[79]

Defesa

Coalizão de Defesa da República

Blue Glass Arrow.png Artigo principal: Coalizão de Defesa da República

A Coalizão de Defesa da República foi uma aliança interplanetária entre os mundos membros da República.

A Coalizão de Defesa da República, também conhecida como CDR, foi organizada como uma pequena frota de pacificadores que defendiam os interesses da República Galáctica durante a Era da Alta República. A CDR foi unida como uma organização por meio de tratados de defesa assinados pelos mundos membros da República, incluindo Aldeeran e Chandrial. Os tratados que criaram a CDR deram-lhe a capacidade de alocar naves estelares e pessoal dos mundos signatários em tempos de emergência. Esses recursos permaneceriam sob o controle da CDR até que a ameaça fosse neutralizada, após isso eles seriam devolvidos a seus mundos.[25]

A frota consistia em vários tipos de naves estelares, como cruzadores de classe Emissário, cruzadores de patrulha setorial classe Pacificador, Longbeam e caças estelares Skywing Z-28. Apesar da existência da CDR, a República estava no auge de uma era de paz que durou séculos, sem os Hutts nem os Mandalorianos representando uma ameaça. Como resultado, a classe Emissário parecia uma obra de arte, suas ameias e voltas projetadas para simbolizar a República em um estado de tranquilidade. A CDR operava junto com a Ordem Jedi também, permitindo que os soldados da paz armazenassem seus caças estelares personalizados, os Vetores Jedi, nos hangares de seus cruzadores de classe Emissário.[25]

Forças Judiciais

Blue Glass Arrow.png Artigo principal: Forças Judiciais
"Os Judiciais estão no fim de seu mandato, em qualquer caso, já que os Jedi parecem ter se tornado os árbitros preferidos do Senado."
―Sheev Palpatine, para Wilhuff Tarkin.[fonte]

Os Judiciais eram oficiais da paz não Jedi da República.

As Forças Judiciais eram as forças armadas pacificadoras do Departamento Judicial da República Galáctica.[5] Embora os Jedi ajudassem a manter a ordem e a paz sob a autoridade do Senado Galáctico, eles não eram considerados militares permanentes.[73] Como oficiais do governo, os Judiciais tinham acesso a cruzadores espaciais da classe Consular.[7] O design distinto e a cor dos cruzadores da República os identificavam como naves diplomáticas,[80] frequentemente usados por delegados do Senado Galáctico, agentes do Supremo Chanceler os membros da Ordem Jedi.[81]

Nas últimas décadas da República, os Jedi efetivamente suplantaram as Forças Judiciais como árbitros do Senado.[5] Os judiciais, portanto, atuaram como apoio, escoltando embaixadores Jedi em suas missões fora do mundo.[7]


Forças Armadas da República

Blue Glass Arrow.png Artigo principal: Forças Armadas da República
"Como meu primeito ato com essa nova autoridade, eu criei um grande exército da nossa república para conter as crescente ameaças dos Separatistas."
―Sheev Palpatine[fonte]

O Grande Exército da República era composto por soldados clones.

Perto do final da Crise Separatista, o Senado Galáctico aprovou a Lei de Criação Militar, que levou à criação do Grande Exército da República e da Marinha da República.[16] Equipados com armaduras e equipamentos,[82] os soldados clones eram a espinha dorsal das Forças Armadas da República. Criados para lealdade e combate, os clones simbolizavam o futuro da guerra galáctica na época das Guerras Clônicas, o conflito que derivou seu nome de suas fileiras. O treinamento que eles experimentaram moldou os soldados clones em um exército altamente eficiente,[83] e porque eles mantiveram a habilidade de pensar criativamente apesar de sua independência atrofiada,[6] eles foram considerados muitos superiores aos seus colegas droídes. Em sua primeira batalha contra o Exército Droide Separatista, o Grande Exército exibiu um nível de força militar nunca visto na história da galáxia.[83]

Soldados clones serviram sob o comando de Generais Jedi.

Os clones eram, em geral, orgulhosos de servir como soldados da República Galáctica. Embora uma minoria tenha cometidos atos de traição, como deserção ou espionagem para os Separatistas, a maioria foi firme em sua lealdade e muitos soldados se sacrificaram pela República. Eles eram leais ao Supremo Chanceler, mas também aos Jedi que serviram como generais no Grande Exército da República.[83] Um forte senso de confiança se desenvolveu entre generais Jedi e comandantes clones durante as longas campanhas das Guerras Clônicas.[36]

Havia vários tipos de soldados clone que constituíam uma raça à parte de seus irmãos comuns. Os Comando Avançado de Reconhecimento, por exemplo, eram conhecidos por seu status de elite e capacidade de pensamento independente. Outro classe especializada era o comando clone—operativos de elite treinados para missões muito complexas para outros soldados.

A Marinha da República utilizou Destróiers Estelares classe Venator como naves capitais.

Junto com a Nave de assalto militar transgaláctica classe Acclamator e outras embarcações de apoio, o Destróier Estelar classe Venator foi o navio de guerra esteio da Marinha da República.[84] Parte de transporte de carga e parte de transporte de tropas, o Venator também foi desenvolvido para o combate nave-nave. O Venator notavelmente continha um grande hangar para abrigar os caças estelares da República de última geração.[85]

A Marinha da República enviou várias naves ao longo da guerra. Os primeiro modelos incluíam os caça estelares V-19 Torrente[84] e o Clone Z-95 Headhunter.[86] Novos caças foram adicionados à Marinha nos meses finais da guerra.[2] O Caça estelar de ReConhecimento Agressivo 170 representou o mais recente design em tecnologia de caça estelar,[87] enquanto o caça estelar Alpha-3 classe Nimbus V-Wing incorporou as melhorias de design do ARC-170 e do V-19 anterior.[88]

Ordem Jedi

"Eles têm números a seu lado. E a fé da República. "
"Por enquanto. Com o tempo e com um planejamento cuidadoso, eles perderão os dois.
"
―Darth Maul e Darth Sidious, sobre a Ordem Jedi.[fonte]

A Ordem Jedi serviu à República Galáctica como guardiã da paz e da justiça.

A República Galáctica depositou sua fé na Ordem Jedi,[89] contando com os Cavaleiros Jedi para salvaguardar a paz e a justiça no reino.[40] Foi com a ajuda da Ordem que o Senado Galáctico foi capaz de governar a galáxia por mil anos.[71] A lealdade da Ordem era para o Senado, embora nos anos finais da República, os Jedi considerassem a política com ceticismo, acreditando que os políticos não eram confiáveis. No entanto, a Ordem manteve uma relação estreita com a República para defender o seu mandato como a guardiã da paz.[2]

A Ordem podia identificar Sensitivos à Força logo após seu nascimento, desde que eles tivessem nascido dentro da República.[7] Oferecer uma criança sensível à Força para a Ordem era considerado uma grande honra pela maioria da população da República, assim como um sacrifício pessoal.[36] A Ordem se tornou a verdadeira família de cada criança trazida para suas fileiras,[90] e a doutrina Jedi não permitia que conhecessem suas famílias biológicas. Portanto, o apego familiar foi entregue em serviço à Ordem.

Com a queda da Ordem Jedi, a República Galáctica foi transformada no Império Galáctico.

Embora a Ordem contasse com dez mil pessoas no auge das Guerras Clônicas,[91] suas fileiras eram insuficientes para a defesa da República. Portanto, os Jedi foram compelidos a liderar o exército de clones[6] com o objetivo de trazer um fim rápido e decisivo para o conflito entre a República e os Separatistas.[51] Sem o fim da guerra à vista, no entanto, protestos anti-guerra estouraram em Coruscant, onde cidadãos da República condenaram seus líderes e os Jedi.[1] Quando as Guerras Clônicas terminaram, Darth Sidious acusou a Ordem de organizar uma rebelião para derrubar o Senado e seu chanceler. O Senado apoiou as ações do chanceler, que incluíram o expurgo da Ordem seguido pela reorganização da República no Império Galáctico.[2]

Economia

"A República está à beira da falência devido ao custo desta guerra!"
―Bail Organa[fonte]

O crédito da República era a moeda da República Galáctica. Além do espaço da República, no entanto, os créditos não tinham valor em mundos de fronteira como Tatooine.[7]

a República possuía imenso poder econômico,[92] tendo mantido a paz—com a ajuda dos Cavaleiros Jedi—em toda a galáxia conhecida por quase um milênio. A paz, por sua vez, promoveu o comércio. Sob a proteção da República, Naboo e outros mundos culturalmente ricos puderam lucrar com o lucrativo turismo.[12]

As corporações possuíam uma influência considerável na política galáctica durante a era da República.

O setor empresarial experimentou um crescimento exponencial em riqueza e influência por meio do comercialismo generalizado, com grandes corporações canalizando quantias substanciais de capital para anunciar seus serviços essenciais para a galáxia mais ampla. Essa iniciativa desenfreada de "construção da marca" gerou lucros constantes para grandes empresas como a Federação de Comércio.[12]


A expansão da República para os Territórios da Orla Exterior provou ser lucrativa tanto para o governo galáctico quanto para o setor privado. O Marketing Eleven Star, uma subsidiária da Federação de Comércio, trabalhou em estreita colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Econômico da República para divulgar a exploração e colonização da Orla Exterior, convencer os cidadãos de classe baixa da Orla Interna a ver a fronteira galáctica como uma oportunidade de lucro. Esse arranjo enredaria os políticos da República com lobistas corporativos, ambos lucrando com o fluxo de colonos que tinham que pagar tarifas e taxas de registro para chegar à Orla Exterior por uma das rotas do hiperespaço da Federação.[12]

A República encheu seu baú de guerra, incentivando seus cidadãos a comprar vínculos de guerra.

A crise separatista teve um impacto significativo na economia da República, com grandes mundos como Serenno, Raxus e Onderon se separando da união pan-galáctica. Como resultado, a República perdeu acesso aos recursos e receitas fiscais dos mundos Separatistas. A redução da receita tributária apenas agravou a dívida da República, jogando o Senado em uma crise que acabou levando a uma guerra aberta entre a República e a Aliança Separatista.[12]


As Guerras Clônicas interromperam a economia galáctica enquanto o Senado exauria suas opções de financiar o Grande Exército da República enquanto evitava a falência[93]. O governo instou seu povo a comprar vínculo de guerra, usando propaganda para convencer os cidadãos de que era seu dever patriótico apoiar financeiramente o esforço de guerra. Além disso, a República procurou manter seu baú de guerra cheio impondo impostos mais altos sobre os horizontes civis, por mais sem precedentes que fosse em mundos cosmopolitas como Coruscant.[12]


O Senado também avaliou a necessidade de tropas clone adicionais em relação ao custo correspondente de aumentar as unidades suplementares para reabastecer as fileiras do Grande Exército.[93] O financiamento dos militares quase levou à falência o tesouro da República, que, por sua vez, fechou alguns dos serviços básicos que a República sempre prestou aos civis que viviam nos níveis mais baixos de Coruscant.[94]

O Senado votou a favor da desregulamentação dos bancos para continuar financiando o esforço de guerra da República.

A República impôs regulamentações ao setor bancário antes das Guerras Clônicas, mas o custo crescente da guerra levou o Senado a considerar a desregulamentação dos bancos para acessar novas linhas de crédito. Depois de muito debate, o Senado aprovou o projeto de reforma financeira da República. Os bancos foram desregulamentados e a República apresentou pedidos de novos empréstimos para apoiar a produção de mais unidades de clones.[93]


Após a invasão de Scipio pela República, o Clã Bancário InterGaláctico entregou seus ativos financeiros ao escritório do Supremo Chanceler Sheev Palpatine. Como resultado, a República ganhou controle direto sobre uma das guildas comerciais mais influentes da galáxia.[95]


Embora as Guerras Clônicas tenham cobrado um grande tributo ao tesouro da República,[12] a República permaneceu uma força econômica poderosa na galáxia.[92] A Aliança Separatista, embora apoiada pelos recursos de barões corporativos,[12] foi eventualmente subjugada pelo poder econômico e militar da República.[92]

Ciência e Tecnologia

"Eu te garanto, senhor, que esta bomba só funciona em dróides."
―Sionver Boll[fonte]

A República Galáctica investiu em avanços estéticos e tecnológicos para a indústria de naves estelares. Durante o reinado da República, as naves estelares foram projetadas para serem esteticamente agradáveis, a fim de atender à demanda dos clientes por "estilo e elegância" em suas embarcações. A habilidade, no entanto, deu lugar à praticidade quando a República fez a transição para o Império Galáctico, levando ao declínio de linhas elegantes em favor de uniformidade severa, produção em massa e tamanho absoluto.[36]

Milhões de clones idênticos foram criados para lutar como soldados da República.

A clonagem era uma ciência na qual um organismo era "geneticamente duplicado em uma ou mais cópias idênticas". Embora nem o Senado nem os Jedi tivessem qualquer conhecimento do desenvolvimento do exército de clones antes das Guerras Clônicas, a República investiu pesadamente no campo da genética durante seu conflito com os Separatistas. Os Kaminoanos usaram suas habilidades para transformar a ciência da clonagem em um grande negócio, resultando na produção em massa de soldados clones que chegavam a milhões. Sua experiência praticamente aperfeiçoou a arte da duplicação genética. No entanto, a clonagem de humanos ainda era uma ciência falha que ocasionalmente produzia aberrações. No entanto, os métodos de clonagem dos Kaminoanos tornaram possível alterar os clones no nível genético, tornando-os mais dóceis e envelhecendo duas vezes mais rápido que os humanos nascidos naturalmente.[36] Eles também eram capazes de criar um clone com o propósito de pura replicação genética, sem dar a ele aceleração de crescimento nem modificação comportamental para maior docilidade.[6]

As Guerras Clônicas impulsionaram o avanço tecnológico da República.

As Guerras Clônicas deram à República um incentivo para liderar a inovação tecnológica em espaçonaves e transporte terrestre para fins militares. O resultado foi um legado com efeitos de longo alcance na indústria de ciência e tecnologia. O Destróier Estelar, o representante mais visível das modernas naves capitais militares, se originou com o desenvolvimento do Destróier Estelar classe Venator da Marinha da República. O Caça estelar X-wing evoluiu do Z-95 Headhunter; o caça estelar Y-Wing BTL foi desenvolvido durante as Guerras Clônicas e ainda era considerado relevante muito depois da época da República. A República desenvolveu walkers de terreno, incluindo o Executor Tático para Todo Terreno de seis pernas, como uma resposta ao Tanque Blindado de Assalto Separatista e outros tanques de batalha droides. Isso, por sua vez, influenciou o design de desenvolvimento de veículos muito maiores, como o Imperial Transporte Blindado para Todo Terreno e o MegaCalibre Seis para Todo Terreno da Primeira Ordem, do que o que a República realizou nas Guerras Clônicas.[36]

a bomba de elétron-próton foi capaz de destruir um exército de droides em um único ataque.

A República empregou cientistas brilhantes, como a Doutora Sionver Boll[96] e a Doutora Nala Se,[97] que contribuíram com sua experiência para o esforço de guerra contra os Separatistas.[54][98] Boll desenvolvou a bomba de elétron-próton,[96] um dispositivo explosivo experimental capaz de gerar uma explosão massiva de energia de pulso eletromagnético para desativar droides de batalha e qualquer outra forma de tecnologia.[54] Nala Se foi a principal cientista no campo da clonagem; ela supervisionou o desenvolvimento do exército de clones da República,[97] embora Boll também estivesse familiarizado com a clonagem, já que o Chanceler Palpatine ordenou que ela clonasse uma Besta Zillo morta.[99]

O Grupo de Armas Especiais da República foi formado para supervisionar o desenvolvimento de tecnologia militar mais avançada do que as armas convencionais de guerra.[100] O grupo era composto por tecnólogos como Wilhuff Tarkin e Orson Callan Krennic;[15] usando os esquemas Geonosianos para uma estação de batalha do tamanho da lua, eles começaram a implementar planos para construir a arma definitiva. Seu trabalho continuou após a queda da República, e após anos de atraso, a Estrela da Morte tornou-se operacional pelo Império. Tanto seu tamanho quanto seu poder inspiraram a criação de armas mais avançadas com a capacidade de destruir planetas, da Imperial Estrela da Morte II para a Base Starkiller da Primeira Ordem e os canhões superlaser axiais dos Destróiers Estelares classe Xyston da Ordem Final.[36]

Sociedade e Cultura

Civilização

"Histórias de sua fundação foram obstruídas pela névoa de milênios intermediários, e seu renascimento, mil anos atrás, foi considerado a última evolução em um ciclo interminável. Como a maior das árvores, no entanto, o declínio da República começou de dentro, com uma profunda podridão que não era aparente até que fosse tarde demais."
―Janyor[fonte]

Os Mundos do Núcleo representavam a região mais rica e prestigiosa da República Galáctica.

A República Galáctica governou a galáxia como uma união democrática,[1] e, como tal, apresentava uma sociedade diversa de humanos e várias espécies alienígenas.[12] Coruscant em particular foi emblemática da sociedade da República com sua mistura diversificada de cidadãos e cultura, fazendo da capital da República o "coração vibrante" da galáxia.[92]

Os Mundos do Núcleo, onde Coruscant estava localizado, era o lar dos sistemas mais desenvolvidos da República. Vários planetas centrais serviram como capitais para governos galácticos, como a Velha República, o Império e a Nova República. A prosperidade do Núcleo tornou seus mundos os membros mais ricos e prestigiosos da República, embora também fosse uma fonte de tensão entre o Núcleo e as regiões mais distantes da galáxia. Pessoas que viviam fora do Centro geralmente viam os "habitantes do Mundo Núcleo" como arrogantes, com direito e apáticos ao bem-estar e às necessidades de outras regiões. Uma crítica comum à política da República era que o sistema favorecia desproporcionalmente os Mundos dos Núcleos a ponto de ignorar o resto da galáxia.[36]

Os níveis mais baixos da capital da República estavam cheios de crime e pobreza.

Coruscant foi percebido como perpetuando a reputação dos Mundos dos Núcleos de extrema riqueza e privilégio. Apesar de seu status único como a capital galáctica, o planeta inteiro foi coberto por uma cidade de níveis construída em níveis ao longo das eras da história galáctica. Os arranha-céus mais altos se erguiam mais de cinco mil níveis acima da superfície natural do planeta, e apenas aqueles que podiam viver na cidade alta tinham acesso ao estilo de vida confortável e luxuosa pela qual Coruscant era famosa. A disparidade era tal que os níveis mais baixos eram notórios por crimes generalizados, pobreza e falta de luz solar natural.[36]

A arquitetura da República foi um estilo arquitetônico que demonstrou linhas abrangentes. Este projeto particular foi apresentado de forma proeminente no planeta de Coruscant, coberto pela cidade, embora na época das Guerras Clônicas, a República tenha gradualmente adotado uma forma brutalista ou ousada de arquitetura. Introduzido por arquitetos militares como Orson Krennic, acabou suplantando o estilo da República como a forma arquitetônica dominante do Império Galáctico.[101]

Básico Padrão Galáctico era a língua mais prevalente na República,[102] falado principalmente por humanos[103] e pelos Pantoranos.[104] Um dialeto do básico com forte sotaque, com muitas diferenças de gramática e vocabulário, era falado pelos Gungans de Naboo.

Os cidadãos da República se afastaram da política galáctica para seguir perseguições escapistas.

A era pacífica da República permitiu ao povo da galáxia praticar atividades de lazer, algumas das quais alcançaram atenção no nível galáctico. O Clássico de Boonta Eve, embora baseado no mundo independente da Orla Exterior de Tatooine, além da fronteira da República, recebeu cobertura e atenção até os Mundos do Núcleo. Antes das Guerras Clônicas, os anos crepusculares da República se tornaram uma era de escapismo, já que cidadãos de todas as classes buscavam distrações divertidas de suas vidas diárias. Os circuitos profissionais de corrida de pods e outros circos desviaram a atenção do povo da crescente corrupção que permeava o Senado Galáctico. No entanto, o fascínio do público em geral por várias formas de entretenimento foi impulsionado por um desejo inato por histórias sobre o bem contra o mal e situações de perigo crescente.[12]

A Ordem Jedi evitou prestígio e celebridade, tornando-os misteriosos para a República que serviam.

Considerando que a República evoluiu através dos séculos de sua existência, a Ordem Jedi permaneceu enraizada em suas tradições antigas, efetivamente colocando o Código Jedi em conflito com uma sociedade galáctica que favorecia fortemente o futuro sobre o passado. Os habitantes dos Mundos do Núcleo se fixaram em noções de fama e moda, e tinham pouco interesse nos princípios Jedi como fé e tradição. A Ordem manteve o seu lugar na República apoiando-se em precedente histórico, servindo como defensora da paz e da justiça. Ao contrário das instituições corporativas que comercializavam seus serviços para a grande galáxia, a Ordem tinha pouco desejo de se promover por meio da construção de imagens. Além daqueles que testemunharam o heroísmo dos Jedi[105] e ficaram maravilhados com seus poderes da Força, a Ordem e seus caminhos foram para sempre misteriosos para a maioria dos cidadãos da República. Os Jedi eram vistos pelo público como uma ordem de místicos na melhor das hipóteses e, na pior, considerados como uma seita zelosa de fomentadores de guerra.[12]

Uma variante do emblema da República foi usada durante as Guerras Clônicas.

Como resultado da expansão territorial, a República desenvolveu um sentido de destino manifesto. Essa crença cultural foi cultivada por propagandistas da República que buscavam fomentar o orgulho cívico entre a população para que eles se sentissem obrigados a apoiar a expansão da República de borda a borda. Houve um crescimento exponencial do patriotismo da República devido às Guerras Clônicas e à propaganda que as acompanhou, promovendo a lealdade ao estado. Mensagens patrióticas levaram uma geração inteira à ação; no entanto, eles não podiam se alistar no Grande Exército, pois suas fileiras eram exclusivas de soldados clones. No entanto, os cidadãos da República se sentiram obrigados a fazer sua parte comprando vínculos de guerra, relatando atos de traição e fazendo sacrifícios para apoiar o esforço de guerra. O brasão da República, o símbolo de uma galáxia unida sob a Força,[106] foi estampado em máquinas de guerra militar e heráldica, apresentando-se com mais destaque do que antes.[12]

Embora a República tenha se expandido para os Territórios da Orla Exterior, a região era muito subdesenvolvida para ter a mesma estabilidade que os Mundos do Núcleo. Como a maior região da galáxia, a Orla Exterior apresentava uma miríade de diversidade por meio de seus vários planetas e espécies. O governo da República tinha pouca supervisão sobre a Orla Exterior devido à distância da região do Núcleo, e como tal a Orla Exterior permaneceu conhecida por seus mundos sem lei, escassamente povoados e primitivos. A lei da República era virtualmente inexistente na Orla Exterior; como resultado, caçadores de recompensas, bandidos e contrabandistas puderam operar impunemente[36] e a escravidão ainda era praticada apesar das leis anti-escravistas da República.[7]


Xenofobia

"Sob o mandato de Gunray, a Federação de Comércio iria se opor ruidosamente a tais alegações como o preconceito anti-Neimoidiano comum."
―Janyor[fonte]

Um estereótipo popular da raça Neimoidiana era o plutocrata gordo que personificava a ganância e a traição.

Durante a Era da Alta República, a Chanceler Soh queria promover a união entre as várias espécies que compunham a República, usando a frase "Somos todos a República" para que a população soubesse que todos faziam parte do sistema;[25] no entanto, a xenofobia era um problema em uma sociedade tão diversa como a República. Embora a República oficialmente promovesse a união entre seus mundos membros[12] e proibisse a escravidão de espécies sencientes,[7] algumas pessoas foram submetidas a estereótipos raciais. Neimoidianos, por exemplo, eram considerados obesos, duvidosos e avarentos por alguns, incluindo aqueles que nutriam pontos de vista anticorporação. Essa percepção de sua raça era um produto da cultura Neimoidiana, que cultivava uma mentalidade de "sobrevivência do mais apto" nos younglings Neimoidianos.[12]

A Federação de Comércio usou sentimentos xenófobos como um meio para silenciar seus críticos, insinuando que aqueles que buscavam restringir a influência massiva da Federação eram preconceituosos em relação aos seus líderes Neimoidianos. Os Muuns também tinham um problema de imagem devido ao seu monopólio no Clã Bancário InterGaláctico. Em geral, Muuns viu pouca necessidade de construir uma relação de estabilidade e confiança com a galáxia; eles simplesmente presumiram que seu lugar na sociedade era continuar a dominar as finanças galácticas. Seus padrões culturais informaram suas práticas de negócios; portanto, os anúncios patrocinados por Muun eram vistos como "distantes e desconectados".[12]

Durante as Guerras Clônicas, o preconceito anti-alienígena cresceu como resultado das raças não humanas que constituíam a Confederação de Sistemas Independentes. O Vice-Chanceler Mas Amedda procurou promover o aspecto multicultural da República, tendo notado a atenção dispensada aos cidadãos humanos pelos meios de comunicação da República. Em vez de relatar o esforço da Amedda para mostrar a diversidade da República, os veículos do HoloNet News focaram na auto-inclusão do vice-chanceler como o único chagriano em uma assembleia de vários alienígenas. A população criticou a mensagem de força e união de Amedda e o considerou um narcisista egocêntrico.[12]

As Guerras Clônicas alimentaram o sentimento anti-droide da população da República.

As Guerras Clônicas também inflamaram o sentimento anti-droide da população a novos níveis, devido em grande parte à dependência dos Separatistas dos droides de batalha. Os droides há muito se tornaram comuns na sociedade galáctica e, embora as máquinas sempre tenham sido propriedade dos orgânicos, a guerra consolidou a visão de que os droides eram uma ameaça existencial à vida biológica. A República capitalizou esse sentimento, usando propaganda para ilustrar os droides como ferramentas de destruição implacáveis ​​e perigosas. Enquanto o conceito de "terror droide" foi incorporado por máquinas de campo de batalha, como o droide de batalha série B1, o super droide de batalha B2 e o droideka, Os droides auxiliares administrativos eram vistos como um tipo diferente de "ameaça droide" para a segurança da República. Havia um medo crescente entre a população afluente do Núcleo de que os droides assistentes pessoais de negócios e administradores governamentais pudessem ser cooptados por meio de spyware e usados ​​para espionagem separatista.[12]

Apesar dos milênios de serviço da Ordem Jedi à República,[36] havia um sentimento anti-Jedi generalizado como resultado das Guerras Clônicas.[12] Os Sith conspiraram para minar a relação entre os cidadãos da República e seus guardiões Jedi,[89] usando as Guerras Clônicas para abalar a fé da República na Ordem.[12] A Ordem lutou muito para trazer um fim rápido e decisivo para o conflito,[2] mas muitos cidadãos acreditavam que os Jedi eram fomentadores da guerra. Essa percepção foi capaz de crescer devido em parte à relutância dos Jedi em aceitar elogios ou abraçar a fama de seu status. Era preferência da Ordem servir, mas não envolver a população; como tal, as visões anti-Jedi da população eram o resultado da ausência cultural da Ordem em oposição a uma refutação real de seus caminhos.[12]

Astrografia

"Os artesãos e artistas da República colaboraram para criar um senso de dever cívico, de destino manifesto e de profunda obrigação de espalhar a bandeira da República de Orla a Orla."
―Janyor[fonte]

Coruscant, a capital da República, estava localizada no coração dos Mundos do Núcleo.

Com Coruscant—berço da espécie humana[107]—como capital,[12] a expansão da República Galáctica ocorreu ao longo de pioneiras rotas do hiperespaço. As equipes de pesquisa estabeleceram faróis de navegação em territórios remotos, como o sistema Tertiary Usaita,[108] permitindo que os colonos dos Mundos do Núcleo se aventurassem em direção à Orla Exterior em busca de oportunidade e uma vida melhor.[109]

A República Galáctica existiu em toda a galáxia conhecida, estendendo-se dos Mundos do Núcleo aos Territórios da Orla Exterior. Os Mundos do Núcleo eram o coração da República, lar de mundos cosmopolitas como Coruscant[12] e Hosnian Prime,[110] bem como Alderaan, um dos planetas mais antigos e prestigiosos da República.[111] Com o tempo, o expansionismo da República levou à anexação de novos mundos membros.[12] O planeta Naboo, localizado na Orla Média, foi anexado pela República[55] em 867 ABY.[112]

A República Galáctica foi uma união democrática que se estendeu por toda a galáxia conhecida por mil anos.

A República exerceu a maior parte de seu poder desde os Mundos do Núcleo até as fronteiras da Orla Média, na medida em que as corporações conduziam suas práticas legalmente duvidosas em regiões onde a República tinha pouco controle. Diante de questões como superpopulação e pobreza entre as classes mais baixas, a República voltou sua atenção para a Orla Exterior, adotando uma política de expansão em direção aos territórios desconhecidos da mais distante fronteira da galáxia conhecida. Aqueles que habitavam os mundos congestionados do núcleo galáctico eram conduzidos ao espaço profundo por mensagens políticas e corporativas de vida repletas de aventura e mistério.

Embora a República se opusesse à secessão, ela efetivamente perdeu o controle sobre os territórios que formaram a Aliança Separatista. Sua extensão territorial mudou inúmeras vezes ao longo das Guerras Clônicas, com mundos perdidos e reclamados pelo Grande Exército da República. No entanto, a República também ganhou novo território como resultado da guerra. Geonosis, o planeta onde o Exército Droides Separatistas foi secretamente construído, existia além das fronteiras da República.[12] As Forças Armadas da República ocuparam o planeta natal Geonosiano após a Primeira Batalha de Geonosis, e posteriormente retornaram para reconquistar o planeta depois que ele voltou ao controle Separatista.[16] O governo Kaminoano aderiu formalmente à República; como tal, Kamino-um planeta extragaláctico[113]—foi concedido representação plena no Senado Galáctico, tendo fornecido a República com sua indústria de clones.[12]

Nos Bastidores

A República Galáctica foi mencionada pela primeira vez no novo cânon de Star Wars como a "Velha República" por meio do filme de 1977, Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança, dirigido por George Lucas.[23] A entidade apareceu pela primeira vez e foi identificada como a "República Galáctica" no filme de 1999, Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma, também dirigido por Lucas.[7]

Aparições

Aparições não canônicas

Fontes